09/06/2017


Alergia a mofo

Pessoas alérgicas a mofos externos podem ter sintomas da primavera até o final do outono. O índice de mofo tem seu pico de dezembro até o fim do verão. Diferente do pólen, o mofo pode persistir mesmo após as primeiras geadas. Alguns podem crescer em temperaturas subcongelamento, mas a maioria torna-se dormente. A cobertura de neve diminui a quantidade de mofo externo dramaticamente, mas não o mata. Após o degelo da primavera, o mofo cresce na vegetação morta pelo frio do inverno.

Nas áreas mais quentes dos Estados Unidos, entretanto, o mofo cresce por todo o ano e pode desencadear problemas de asma por todo o ano (perenes). Além disso, o mofo que cresce em locais internos pode desencadear a asma mesmo nos climas mais frios.

O QUE É MOFO?

Há milhares de tipos de mofo e levedura, e os dois pertencem ao reino dos fungos. As leveduras são células individuais que se dividem para formar aglomerados. O mofo consiste em muitas células que crescem em ramificações chamadas hifas. Apesar de ambos os grupos poderem causar reações alérgicas, apenas um pequeno número de mofos é amplamente reconhecido como ofensores.

As sementes ou partículas reprodutivas dos fungos são chamadas de esporos. As espécies são diferentes em tamanho, forma e cor. Cada esporo que germina pode originar um novo crescimento de mofo, que por sua vez pode produzir milhões de esporos.

O QUE É ALERGIA A MOFO?

Quando inalados, os esporos fúngicos microscópicos ou, algumas vezes, os fragmentos de fungos podem causar rinite alérgica. Por serem tão pequenos, os esporos do mofo podem escapar dos mecanismos de proteção do nariz e do trato respiratório superior, alcançando os pulmões.

Em um pequeno número de pessoas, os sintomas da alergia ao mofo podem aparecer ou serem agravados com o consumo de certos alimentos, como queijos processados com fungos. Às vezes, cogumelos, frutas secas e alimentos que contenham levedura, molho de soja ou vinagre produzirão sintomas alérgicos. Não há relação conhecida, entretanto, entre a alergia respiratória ao mofo Penicillium e a alergia ao medicamento penicilina, feito a partir do mofo.

ONDE CRESCE O MOFO?

O mofo pode ser encontrado em qualquer local com umidade, oxigênio e uma fonte de algumas outras substâncias químicas que eles precisam. No outono, crescem em troncos apodrecidos ou folhas caídas, especialmente em áreas úmidas com sombra. Nos jardins, podem ser encontrados em pilhas de compostagem e em algumas gramas e ervas. Alguns mofos unem-se a grãos como trigo, aveia, cevada e milho, tornando fazendas, caixas e silos de grãos locais prováveis para encontrar mofo.

Os pontos favoráveis para o crescimento do mofo em casa incluem porões e armários úmidos, banheiros (especialmente nos chuveiros), locais de armazenamento de comida fresca, bandejas de geladeiras, plantas, ar condicionado, umidificadores, latas de lixo, colchões, móveis estofados e antigos travesseiros de espuma de borracha.

Padarias, cervejarias, celeiros, leiterias e estufas são os locais preferidos para o mofo crescer. Marceneiros, trabalhadores de moinhos, carpinteiros, reparadores de móveis e estofadores com frequência trabalham em ambientes com mofo.

QUAL MOFO É ALERGÊNICO?

Assim como o pólen, os esporos do mofo são importantes alérgenos aéreos apenas se forem abundantes, facilmente carregados pelas correntes de ar e alergênicos em sua composição química. Encontrados em quase todos os locais, os esporos de mofo em algumas áreas são tão numerosos que frequentemente superam a quantidade de pólen no ar. Felizmente, entretanto, apenas cerca de uma dúzia de tipos diferentes são alérgenos relevantes.

De forma geral, o Alternaria e o Cladosporium (Hormodendrum) são os mofos mais encontrados tanto interna quanto externamente por todos os Estados Unidos. Aspergillus, Penicillium, Helminthosporium, Epicoccum, Fusarium, Mucor, Rhizopus e Aureobasidium (Pullularia) também são comuns.

A CONTAGEM DO MOFO É ÚTIL?

Semelhante à contagem do pólen, a contagem do mofo pode sugerir os tipos e quantidades relativas de fungos presentes em um certo local e em um certo momento. Por diversos motivos, entretanto, estas contagens provavelmente não poderão ser utilizadas como guia constante para atividades diárias. Um motivo é que o número e os tipos de esporos presentes no mofo podem mudar consideravelmente em 24 horas, já que o clima e a dispersão dos esporos estão diretamente relacionados. Os mofos alergênicos mais comuns são do tipo esporo seco, que liberam seus esporos durante o clima seco e com vento. Outros fungos precisam de alta umidade, névoa ou orvalho para liberarem seus esporos. Apesar de a chuva lavar muitos esporos grandes eliminando-os do ar, também leva alguns esporos menores a romperem-se no ar.

Além do efeito do clima diário alterar a contagem do mofo, a população de esporos é diferente de dia e à noite. O dia favorece a dispersão dos tipos de esporos secos e a noite favorece os tipos de esporos úmidos.

HÁ OUTRAS DOENÇAS RELACIONADAS AO MOFO?

Fungos ou micro-organismos relacionados a eles podem causar outros problemas de saúde semelhantes a doenças alérgicas. Alguns tipos de Aspergillus podem causar diversas doenças diferentes, incluindo infecções e alergias. Estes fungos podem se alojar nas vias respiratórias ou em uma parte distante do pulmão e crescer até que formem uma esfera compacta conhecida como "bola fúngica". Em pessoas com pulmões danificados ou sérias doenças subjacentes, o Aspergillus pode aproveitar a oportunidade para invadir os pulmões ou o corpo inteiro.

Em alguns indivíduos, a exposição a estes fungos também pode levar à asma ou a uma doença pulmonar parecida com a asma inflamatória grave, a chamada aspergilose broncopulmonar alérgica. Esta última condição, que ocorre em um pequeno número de pessoas com asma, é caracterizada por chiado, febre baixa e tosse com pequenas massas amarronzadas ou acúmulos de muco. Exames de pele, exames de sangue, raios-x e exames de escarro para fungos podem ajudar a estabelecer o diagnóstico. Medicamentos corticosteroides e antifúngicos são normalmente eficientes no tratamento desta reação. A imunoterapia (injeções para alergia) não é útil.

Fonte:www.cuidadosmil.com.br

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